sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Durante um trajeto pela rodovia, pensava-me: daqui a 48 horas estarei aqui novamente, só que na contramão, e não sei quanto a minha alma, tenho a possibilidade de estar sem alma, porque a nossa despedida poderá arrancá-la e deixá-la presa ao chão. Assim como me sinto agora: presa. Tudo tem você. Não faço mais nada a não ser me deparar contigo. Existe pior prisão que essa? Onde no nada se faz silêncio e no silêncio encontro o eterno acontrável? Vanessa de Oliveira
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